• Sábado, 15 de Agosto de 2026
Cotidiano

Mulher é morta na frente das filhas pelo marido em cidade no MS.

Com 22 anos, Mikaeli Oliveira (Mikah como era chamada pelos próximos dela), foi morta pelo seu companheiro, na frente das duas filhas do casal, em Anastácio. A morte, de forma violenta, é sintomática e reflete as estatísticas do crime de ódio que deixa MS em segundo lugar no país, no que diz respeito ao feminicídio.

O crime de ódio ficou registrado pela Polícia Civil de Anastácio como “feminicídio majorado na presença de descendentes de vítima”, já que as duas crianças, filhas do casal, estavam na casa, um menino de um ano e uma menina de 4 anos. Mikaeli entrou para a estatística de um Estado que mata 2,9 mulheres a cada 100 mil habitantes.

Mato Grosso do Sul perde apenas para Rondônia, em registros de feminicídio do Brasil, a cada 100 mil habitantes, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Mikaeli foi encontrada morta, pelo padrasto, na manhã desta sexta-feira (08), depois que o assassino mandou um áudio confessando o crime. A vítima estava ensaguentada, com diversas marcas de violência e com perfurações pelo corpo, dizia o padrasto.

Além de Miakeli, outras 19 mulheres foram vitimadas pelo crime de feminicídio em MS, só este ano, segundo os dados da Secretária de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP).

O assassino confesso está foragido, mas a polícia organizou uma força tarefa localiza-lo. Ele fugiu da cena do crime, com os dois filhos. O crime aconteceu no bairro Jardim Campanário e foi registrado na manhã desta sexta-feira (8).

Fontes exclusivas e anônimas, disseram ao jornal O Pantaneiro que ele foi visto ensanguentado, junto com as crianças, também marcadas pelo sangue de sua mãe.

Mais do mesmo

O feminicídio registrado nesta madrugada acontece menos de dois meses do assassinato de Adriana Pereira, de 36 anos, também vítima do crime de ódio, morta com cinco tiros a queima-roupa pelo seu ex-companheiro, Júlio Cesar Miranda dos Santos, de 39 anos.

Adriane também foi morta na frente de sua filha, de 9 anos, que presenciou toda a cena da mãe sendo alvejada, na tarde de 23 de julho, em Anastácio.

De acordo com a delegada titular de Anastácio, Karolina Souza Pereira, Adriana estava trabalhando em um comércio, que pertence ao pai dela, quando foi assassinada. Ela já estava fechando a loja, no momento em que o homem entrou no prédio efetuando diversos disparos de arma de fogo contra ela.

Crédito O Pantaneiro 



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