A polícia investiga se os assassinos do médico Gabriel Paschoal Rossi se passaram por ele em conversas através do aplicativo WhatsApp. Gaúcho de Santa Cruz do Sul (RS), o rapaz de 29 anos estava desaparecido há 5 dias e foi encontrado morto ontem de manhã em Dourados.
As mensagens foram enviadas entre a noite de sexta-feira (28) e a manhã do dia seguinte. Colegas de trabalho dele nas unidades de saúde de Dourados afirmaram que Gabriel desapareceu na sexta-feira.
Pelo estado em que o corpo foi encontrado, a polícia acredita que a morte tenha ocorrido no mesmo dia do desaparecimento. Como o celular continuou sendo usado para enviar e responder mensagens, a suspeita é de que os assassinos conseguiram a senha do aparelho.
Em uma das conversas, a pessoa que usava o celular pediu para o interlocutor arrumar R$ 5 mil emprestados, prometendo pagar R$ 6 mil quatro dias depois. Ele disse que o dinheiro seria para o tio. Geralmente, essa tática é usada por golpistas para extorquir dinheiro através de mensagens enviadas de celular clonado.
Em outra mensagem, Gabriel, ou a pessoa que se passava por ele, fala que estava em Nova Andradina, mas iria para Dourados, para conversar com homem que o estaria ameaçando (veja print da conversa acima). Os prints revelam também que havia preocupação da pessoa que usava o celular em pedir para os contatos de Gabriel apagarem as conversas.
Amigos do médico afirmam que a linguagem usada pela pessoa nas conversas não seguia o padrão adotado por Gabriel. Esse fato chamou a atenção dos colegas. Eles passaram a desconfiar que, talvez, outra pessoa estivesse respondendo as mensagens.
O corpo de Gabriel foi encontrado sobre a cama de uma casa de temporada localizada na Rua Clemente Rojas, na Vila Hilda, na região sul de Dourados. O carro dele, um HB20 prata, estava estacionado em frente.
A perícia da Polícia Civil encontrou manchas de sangue na parede e sinais de estrangulamento. Um saco plástico azul encontrado no quarto teria sido usado no sufocamento. Os pés e as mãos de Gabriel estavam amarrados com fios, mas há indício de que os assassinos tenham feito isso após a morte, para forjar a cena do crime.
O caso está a cargo do Setor de Investigações da Polícia Civil. Ontem, o delegado Erasmo Cubas citou as conversas de WhatsApp do celular de Gabriel, mas evitou entrar em detalhes para não atrapalhar o andamento da investigação.
Na noite desta sexta-feira (4), o corpo de Gabriel será levado para a unidade I da UFGD (Rua João Rosa Góes, na Vila Progresso), para homenagem ao jovem médico, formado pela instituição em março deste ano. Depois, o corpo será levado para Santa Cruz do Sul, onde mora a família do rapaz.
CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS



